Terapia de Interação entre Pais e Filhos
Descrição

É uma intervenção para crianças de dis a 12 anos e seus pais ou cuidadores adultos. O objetivo é reduzir os problemas de comportamento externalizantes das crianças (por exemplo, comportamentos agressivos ou desafiadores), aumentando os comportamentos positivos dos pais e melhorando a qualidade das relações pai-filho.

Ensina habilidades terapêuticas aos pais, a fim de melhorar as interações e a resolução de problemas e desenvolver habilidades para administrar novos problemas de comportamento.

O programa é implementado em 12 sessões, com encontros semanais de 90 minutos cada, com uma sessão de reforço um mês após o final do programa. Existe uma versão resumida do programa, desenvolvida em cinco sessões.

Avaliações de impacto

Estudos de avaliação de impacto evidenciaram que o programa produziu reduções significativas nos indicadores de problemas de conduta em crianças pré-escolares com comportamentos desafiador-opositor [1] [2].

Melhora significativa nos domínios da hiperatividade, agressão, comportamento perturbador e práticas parentais positivas, em crianças latinas de quatro a seis anos com diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e problemas comportamentais [3].

Em crianças cujas famílias completam o programa, a proporção de crianças com comportamento opositor-desafiador teve uma redução de 91% para 22%, e de 100% para 57% nos casos que não completaram a intervenção [4].

Esta intervenção também demonstrou eficácia em famílias chinesas que vivem em Hong Kong [5]. A combinação deste programa com estratégias motivacionais reduziu significativamente a reincidência entre pais e filhos no sistema de proteção à criança [6].

Referência bibliográfica

[1] Nixon, R. D. V., Sweeney, L., Erickson, D. B. & Touyz, S. W. (2003). Parent-child interaction therapy: A comparison of standard and abbreviated treatments for oppositional defiant preschoolers. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 71(2), 251–260. https://doi.org/10.1037/0022-006X.71.2.251

[2] Nixon, R. D. V., Sweeney, L., Erickson, D. B. & Touyz, S. W. (2004). Parent-child interaction therapy: One- and two-year follow-up of standard and abbreviated treatments for oppositional preschoolers. Journal of Abnormal Child Psychology, 32(3), 263–271. https://doi.org/10.1023/B:JACP.0000026140.60558.05

[3] Matos, M., Bauermeister, J. & Bernal, G. (2009). Parent-child interaction therapy for Puerto Rican preschool children with ADHD and behavior problems: A pilot efficacy study. Family Process, 48(2), 232–252. https://doi.org/10.1111/j.1545-5300.2009.01279.x

[4] Boggs, S. R., Eyberg, S. M., Edwards, D. L., Rayfield, A., Jacobs, J., Bagner, D. & Hood, K. K. (2005). Outcomes of Parent-Child Interaction Therapy: A Comparison of Treatment Completers and Study Dropouts One to Three Years Later. Child & Family Behavior Therapy, 26(4), 1–22. https://doi.org/10.1300/J019v26n04_01

[5] Chaffin, M., Funderburk, B., Bard, D., Valle, L. A. & Gurwitch, R. (2011). A combined motivation and parent-child interaction therapy package reduces child welfare recidivism in a randomized dismantling field trial. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 79(1), 84–95. https://doi.org/10.1037/a0021227

[6] Leung, C., Tsang, S., Heung, K. & Yiu, I. (2009). Effectiveness of Parent—Child Interaction Therapy (PCIT) Among Chinese Families. Research on Social Work Practice, 19(3), 304–313. https://doi.org/10.1177/1049731508321713