Uma revisão sistemática com metanálise incluiu dois estudos quase-experimentais de redirecionamento antes das detenções, com quatro amostras independentes. O estudo aponta para evidências inconclusivas no que diz respeito ao impacto sobre resultados criminais (reincidência, medida por novas detenções) e de saúde mental (melhorias na saúde mental, medida pelo uso de serviços como terapia, uso de medicamentos e hospitalização devido a distúrbios mentais). No entanto, em termos da redução de custos e/ou economias associadas à aplicação de programas de redirecionamento anteriores ao encarceramento, esse mesmo estudo incluiu uma revisão sistemática (com 10 estudos) que sugeriu que o redirecionamento antes da detenção pode produzir uma redução geral de custos [1].
Outra revisão sistemática avaliou a eficácia dos programas de redirecionamento pós-acusação e pós-encarceramento para pessoas com problemas de saúde mental. De um total de 43 artigos de onde foram extraídos os dados, verificou-se que todos os 43 estudos incluídos apontaram para a redução da reincidência e quase todos para reduções no uso de substâncias. Entretanto, as evidências foram mais fortes para os programas de desvio após o julgamento [2].