Programa Galpão
Períodos da vida que atende
Onde o programa é aplicado
País onde foi implementado
Descrição

O programa foi projetado para melhorar o acesso ao emprego e a renda dos jovens adultos em situação de risco residentes em favelas do Rio de Janeiro, Brasil.

A intervenção desenvolve etapas de formação que incluem:
1) 300 horas de formação profissional ou técnica, que preparam os jovens para trabalhos principalmente nas áreas de construção civil e solda;
2) 180 horas de formação acadêmica ou competência básica, que incluem cursos de reforço em matemática e português;
3) 120 horas de formação de habilidades socioemocionais como respeito, tolerância, confiança, prudência, coragem, ética e responsabilidade cívica;
4) exercícios extensivos de técnicas artísticas e teatrais conduzidas por instrutores com formação artística.

O aspecto inovador do projeto diz respeito à abordagem pedagógica utilizada, que fez amplo uso das artes e do teatro. Ademais, ao contrário de outros programas de treinamento de jovens, o projeto não incluiu um serviço explícito de alocação em postos de trabalho ou um sistema formal de estágio, mas contou com uma rede informal de contatos com parceiros do setor privado e parcerias com empresas locais. Por fim, diferentemente de outros programas de capacitação vistos na América Latina, este oferece uma maior carga horária. Os partícipes permanecem no programa por seis meses, com uma carga de cinco horas por dia, por cinco dias na semana.

Avaliações de impacto

Uma avaliação de impacto evidenciou que o programa foi eficaz no aumento do emprego e do salário entre os jovens participantes da intervenção. No entanto, não houve impacto geral na redução de comportamentos de risco, como tabagismo, consumo casual de álcool, consumo de drogas pesadas ou vitimização em crimes violentos [1].

Os participantes com maiores habilidades socioemocionais (interesses e empatia) tiveram taxas maiores na redução do consumo de álcool e menor vitimização criminal.

O estudo teve um delineamento experimental com uma amostra total de 451 jovens. Aproximadamente metade deles foram aleatoriamente designados para o grupo de tratamento e a outra metade para o grupo controle.

Referência bibliográfica

[1] Calero, C., Rozo, S. V. (2016). The effects of youth training on risk behavior: the role of non-cognitive skills. IZA Journal of Labor. Development, 5(1), 1-27. https://doi.org/10.1186/s40175-016-0058-6

Fonte da Informação