Efetividade

Promissor

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Promissor

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Descrição

Esse tipo de intervenção se inicia pela identificação, mediante processo de triagem e análise, de casos de violência e abuso e tem como objetivo fornecer mais apoio às mulheres mediante o acesso a serviços especializados. A triagem médica é utilizada de forma ampliada na rede de atendimento para identificar mulheres acima de 16 anos vítimas de abusos domésticos por meio de uma seleção que pode ser feita via atendimento presencial com médico ou por formulários preenchidos pelas próprias mulheres.

Para aquelas mulheres que revelam ter sofrido violência doméstica ou abuso, os resultados da triagem são avaliados por um profissional de saúde, em sua maioria enfermeiras qualificadas, que também realizam exames para reunir evidências forenses de casos de estupro e agressão sexual (tanto de mulheres adultas como de crianças). Essas profissionais também trabalham com a polícia e os promotores de justiça na assistência contínua aos casos, inclusive como testemunhas especializadas, se o caso for a julgamento.

Nos casos de denúncia de violência, também são oferecidos serviços psicológicos, médicos e forenses completos para as vítimas, tais como apoio emocional, detecção e tratamento de lesões e assistência à saúde (por exemplo, triagem de infecções sexualmente transmissíveis, profilaxia ou antibióticos, testes de gravidez e contracepção de emergência).

País onde foi aplicado
  • Canadá
  • Estados Unidos
Evidências

As evidências sugerem que a triagem universal para violência doméstica/sexual em ambientes de saúde tem sido eficaz. Na Plataforma Crime Reduction ToolKit, uma metanálise que incluiu oito estudos e uma amostra de 10.074 mulheres apontou que a triagem universal em ambientes de saúde aumentou a identificação de vítimas de violência doméstica em comparação com ambientes de saúde onde não foi realizada nenhuma seleção ou onde, apesar de a triagem ter sido realizada, os resultados não foram passados a um profissional especializado de saúde [1].

Uma revisão sistemática da Campbell Collaboration incluiu seis estudos e teve como base uma amostra total de 2.700 vítimas (1.223 foram examinadas por uma enfermeira forense e 1.477 por um profissional de saúde). As vítimas de agressão sexual atendidas pelas enfermeiras forenses mostraram uma probabilidade significativamente maior de receber tratamento para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e para anticoncepção de emergência, em comparação com aquelas atendidas por outros profissionais da saúde. Entretanto, o uso de enfermeiras examinadoras ao invés de outros profissionais (incluindo médicos) não parece gerar qualquer benefício em termos da proporção de casos que resultam em condenação e/ou persecução penal (embora mais kits de violação sexual tenham sido admitidos como evidências pelos tribunais no caso do grupo de enfermeiras examinadoras de casos de agressão sexual). Os autores também afirmam que, devido aos dados limitados disponíveis para esta revisão, deve-se observar que a base de evidências para estas conclusões ainda é fraca e que, portanto, ainda são necessárias mais pesquisas sobre o tema [2].

Com base nessa revisão sistemática, a Plataforma Crime Solutions classifica essa intervenção como efetiva para ampliar o acesso a tratamentos de emergência para vítimas de violência sexual.

Bibliografia

[1] O'Doherty, L., Hegarty, K., Ramsay, J., Davidson, L. L., Feder, G., Taft, A. (2015). Screening women for intimate partner violence in healthcare settings. The Cochrane Database of Systematic Reviews(7), CD007007. https://doi.org/10.1002/14651858.CD007007.pub3

[2] Toon, C., Gurusamy, K. (2014). Forensic Nurse Examiners versus Doctors for the Forensic Examination of Rape and Sexual Assault Complainants: A Systematic Review. Campbell Systematic Reviews, 10(1), 1–56. https://doi.org/10.4073/csr.2014.5

Casos avaliados

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