Dentre os modelos de intervenção para agressores de mulheres em casos de violência doméstica, os dois mais conhecidos, são o "Modelo de Duluth" e a "Terapia Cognitiva Comportamental" (CBT, na sigla em inglês).
Originário do Projeto de Intervenção de Abuso Doméstico aplicado em Duluth (Minnesota, EUA), em 1981, este modelo de intervenção se baseia numa compreensão de que a principal causa da violência doméstica seria a prevalência de uma ideologia social e cultural patriarcal, que historicamente tem permitido aos homens controlar as mulheres, seja por meio do exercício de poder, seja pelo uso da violência direta. Em conformidade com essa formulação teórica, o Modelo de Duluth preconiza uma abordagem psicopedagógica feminista, com exercícios em grupo, com o objetivo de modificar o comportamento abusivo e ameaçador de homens que se envolvem em casos de violência doméstica.
Já as intervenções da Terapia Cognitiva Comportamental aplicadas aos agressores de violência doméstica foram desenvolvidas por psicólogos como uma forma de tratar o comportamento violento. Estas intervenções interpretam a violência como um comportamento que é aprendido pelas pessoas e, consequentemente, pressupõem que a não-violência também pode ser aprendida pelos transgressores de violência doméstica. Este modelo tem como foco a identificação de processos de pensamento e crenças que contribuem para a violência e objetiva trabalhar em prol da promoção de transformações no comportamento violento dos infratores.
Os homens que praticam abusos físicos são encorajados, nas sessões terapêuticas (que podem ser individuais ou em pequenos grupos), a refletir sobre a sua compreensão da violência e a mudar o seu pensamento, bem como examinar as circunstâncias que envolvem a sua prática e interromper atitudes e comportamentos violentos contra as mulheres, especialmente em ambientes domésticos.