Os programas de visitas, também chamados de intervenções de segunda resposta, se baseiam em abordagens multi-institucionais que têm por objetivo reduzir a violência doméstica e de gênero, articulando policiais, assistentes sociais e defensores das vítimas.
Esses programas tiveram início nos anos 1980, com o objetivo de ajudar vítimas de incidentes recorrentes de violência familiar (abuso de parceiros íntimos, abuso intrafamiliar e abuso de idosos, dentre outros). As iniciativas normalmente envolvem uma visita de "segunda resposta" às vítimas entre 24 horas e 14 dias após o atendimento inicial da polícia, assumindo que, neste período imediatamente após a ocorrência do incidente, as vítimas serão mais receptivas a intervenções e estarão mais dispostas a considerar mudanças de comportamento e estilo de vida.
Uma equipe, geralmente formada por um policial e um defensor da vítima, comparece à residência para prestar assistência à vítima e às vezes ao infrator, com o objetivo de prevenir novos episódios de violência e encontrar soluções de longo prazo para o problema. As vítimas recebem informações sobre seus direitos e opções legais, sobre a natureza cíclica da violência familiar, a obtenção de uma ordem de restrição e a busca de abrigo ou outros serviços de assistência e realocação, buscando conferir maior independência quem sofreu a agressão e diminuir a dependência do agressor.